domingo, 15 de outubro de 2023

de galho em galho




de galho em galho


Quando desequilibro me sinto adoentado, penso em auto-hemoterapia. Se mais intenso, peço atenção do Jun Kawaguchi, amigo e acupuntor.


Paralelo, bebo mais água, como mais leve. E descanso e respiro, descanso e respiro… Se preciso, vou a médicos. Mas, prefiro ir a médicos quando estou saudável. Fico mais de igual pra igual, troco ideias, informações, eventualmente afetos, aprendemos juntos, criamos vínculos.

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Promovo minha saúde quando me cuido, caminho um tanto, como o que me faz bem, convivo com quem me sinto à vontade, faço o que desejo, cuido do outro como de mim. E escolho o que sinto, penso, falo, faço. Mas, mesmo sabendo um tanto o que me faz bem, nem sempre ajo assim. O que me faz descuidar de mim?

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Nos jornais, entrelinhas são atos falhos? Nas entrelinhas estão as verdades?

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Imagine.. cada um de nós antecipando o futuro desejado... e experimentando ser libertário em si mesmo, ao seu re dor, em sua casa, comunidade...

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Eu desejo por que sinto falta? A falta que sinto é como um buraco de onde foi retirado algo que eu tinha? Ou a falta que sinto tem sido provocada por desejos que a publicidade me desperta? Se sou suprido, permanece, surgem outras faltas?

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Volta e meia me faço perguntas. Por isso tanta interrogação? Ou interrogações já existiam, antes mesmo das perguntas?

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Construo meu futuro presente em cada ato de agora? Não vislumbro meu futuro se não sei do meu presente?

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Esta contabilidade cósmica, que sinto, existe? Não preciso, então, anotar débitos e créditos? Posso parar de controlar?

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Antecipo para hoje o que desejo no futuro? Experimento um tanto do futuro agora?

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A propaganda é feita de metáforas? Parábolas também são feitas com metáforas?

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Mudanças radicais passam não pela razão, mas pelos sentimentos? Pela fé, por exemplo?

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O sentimento define o comportamento? A cultura define a moral? Comportamento, combinação de sentimento e razão?

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Já assisti palestras sobre sexualidade que só mostravam doenças. Já li textos que condenam o sexo. Fiquei com medo. O que me salva é o que aprendo com quem vive bem sua própria sexualidade.

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A pílula foi um marco. Antes, o medo de engravidar alimentava o medo de transar. Depois, a alegria de transar alimentou a alegria de viver.

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O movimento hippie ampliou meu mundo. Tudo tão novo e tão simples. A comida, a música, a atitude, o amor. Flower power. Love is all we need. Cosmic love.

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O viagra inda é um mistério. Funciona por um tempo, mas não sei se causa efeitos colaterais.

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De tempos em tempos, uma praga delimita, dá limites. Historicamente recentes, tuberculose, sífilis, gonorreia, HIV, HPV, Covid. Conflitos interpessoais, guerras, também. Tantos amores contidos, interrompidos…

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Ser fiel a mim e ser fiel ao outro? Como posso combinar o futuro se o futuro é mistério? Tratos, contratos, significam mais intenções que certezas?

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A fé vem da vivência? Tenho fé, esperança, quando experimento? Tudo num átimo, o tempo todo fora e dentro se misturam?

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Aprendo, delimito a realização de meus desejos ao considerar o sentimento do outro.

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Alimenta minha alegria passear no Boitatá. Também fico contente no ambiente do Céu da Terra. E na Orquestra Voadora, no Maracutaia, na praça São Salvador, no Cordão do Bola Preta. Em cada bloco de carnaval, reina o prazer. Em cada movimento, uma sabedoria própria.

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Que é mesmo livre arbítrio?


Luiz Fernando Sarmento

www.luizsarmento.blogspot.com.



 

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